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quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ser Pastor é...Ficar longe do Burnout !


Segundo as estatísticas no ano 2001 por si só, mais de 15.000 pastores nos Estados Unidos abandonaram o ministério. O alarmante é que havia algo em comum entre eles. A mais comum resposta que esses pastores deram foi "burnout" e "abuso da congregação."

Nós não podemos fazer nada sobre o abuso congregacionais, mas talvez possamos fazer alguma coisa sobre o burnout em parte. Pastores se tornaram queimados para amigos, parentes e familiares por causa da exigência de estar constantemente dando mais de si para a igreja e menos a cada dia para si e para sua família. A igreja infelizmente tem a visão que o Pastor recebe muito para fazer tão pouco. A verdade é que recebemos pouco pelo muito que fazemos. Mas a igreja muitas vezes sobrecarrega seus pastores e líderes com muitos encargos, afazeres e criam programas onde existe a "obrigação da presença pastoral" e não percebem que estão prejudicando seu pastor e lider.

Veja que quando me refiro à igreja e não à Cristo, pois não é Jesus que nos sobrecarrega, mas sim a consciêcia errada de membros que exigem de nós mais do que possamos dar. Eu passei por isso.

A congregação exigia cada vez mais de mim, as pessoas invadiam minha privacidade e mesmo em casa não tinha descanço. Não podia ficar sem camisa, de bermuda na minha casa pois minha casa parecia um estabelecimento comercial. Sabe, no começo você vê tudo como Benção!
" Oh quão bom e agradável é que os irmãos vivam em união" Sl. 133:1 Eu Pensava...
Porém, a bíblia nos ensina que tudo deve ser feito com ordem e descência I Co. 14:4o, e paulo se referia ao serviço, ao ministério; logo se nossa vida é vida de serviço e ministério, não só dentro da igreja mas na vida pessoal e particular do ministro devemos encontrar o ponto de equilíbrio entre as coisas. Eu tive que passar experiências amargas para poder aprender que não devemos permitir as pessoas abusarem da liberdade para darem vazão a libertinagem. Como ministros da palavra de ensino devemos ser sinceros e dizer aos irmãos quando estes estão se excedendo.

Quando tive problemas familiares os mesmos que invadiam minha privacidade, que roubavam meu tempo com os filhos e esposa, que me sobrecarregavam com tantos programas; foram os mesmos a dizerem: " Quem não cuida bem do seu lar, não pode cuidar das coisas de Deus!"
Realmente, hoje sei que meu erro na administração do meu lar e casa foi ter deixado com que pessoas invadissem minha casa. Como não abandonei o ministério, eles me abandonaram.

Por isso meu amigo(a) Pastor(a), Líder do rebanho do Senhor preserve seu tempo com Deus, tenha seu tempo com a família, tenha seu tempo de lazer; conquiste seu espaço de volta!

apenas não esqueça, que família não está acima de Deus, e não é a instituição que antecede todas as coisas, pois antes de Deus constituir a família, Deus criou o homem e andava com ele no paraíso, falava com ele, se relacionava com ele. Criador e criatura tendo um momento de comunhão a sós. Jesus nos ensinou o caminho através das orações que fazia sozinho nos montes, no deserto, onde Ele reafirma a necessidade do homem de ter tempo com Ele! Tempo com o Pai!

Antes da família vem você e Deus. Se você não tem tempo para Deus, sua queda espiritual vai refletir sobre teu ministério e tua casa. Logo, sem Deus você corre os risco de perder o ministério que Deus te concedeu e a familia. depois disso, vem a apostasia.

Muitos abandonam o ministério por encontrar na demissão o caminho para solucionar problemas. Mas se você por um lado, resolve os problemas familiares com sua desistência, acaba tendo outro para enfrentar: A cobrança de para na tua vida a obra para qual o Senhor te chamou e escolheu. O que fazer? Administre melhor teu Tempo!! Coloque ordem, determine como serão as coisas daqui para frente! Peça a igreja a compreenção para não serem tão assíduos em sua casa!

Oro para que você não faça parte das estatísticas, mas que você vença as batalhas, o "burnout"
na tua vida ! Um grande abraço!! Paz


*A chamada Síndrome de Burnout é definida por alguns autores como uma das conseqüências mais marcantes do estresse profissional, e se caracteriza por exaustão emocional, avaliação negativa de si mesmo, depressão e insensibilidade com relação a quase tudo e todos (até como defesa emocional).

Burnout é geralmente desenvolvida como resultado de um período de esforço excessivo no trabalho com intervalos muito pequenos para recuperação, mas alguns consideram que trabalhadores com determinados traços de personalidade (especialmente de neuroses) são mais suscetíveis a adquirir a síndrome. Pesquisadores parecem discordar sobre a natureza desta síndrome. Enquanto diversos estudiosos defendem que burnout refere-se exclusivamente a uma síndrome relacionada à exaustão e ausência de personalização no trabalho, outros percebem-na como um caso especial da depressão clínica mais geral ou apenas uma forma de fadiga extrema (portanto omitindo o componente de despersonalização).